21 de setembro de 2009

Mix Cultural @ Rádio Tô Na Mídia


Estréia programa de rádio web que leva notícias e músicas da cultura popular ao internauta.



Informação, música e entretenimento. Esse é o Mix Cultural, o novo programa da rádio web Tô na Mídia, que estreou nessa segunda-feira, 21 de setembro, às 11h.

Sendo o primeiro programa da linha cultural da rádio, o Mix Cultural promete levar ao internauta através do jornalismo cultural, informações de última hora sobre o mundo da cultura, sempre, intercalado com músicas de artistas populares consagrados tais como: Alceu Valença, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Domiguinhos, Elba Ramalho e vários outros do gênero.


Com apresentação da jornalista e poetisa Daniella Almeida, de segunda a sexta-feira, das 11h às 12h, o programa Mix Cultural também revelará quadros de críticas culturais, dicas e entrevistas. “A informação cultural será prioridade no nosso programa. Levaremos notícias do teatro, cinema, literatura e muito mais para o público com muita interatividade”, revela a apresentadora.

Idealizado pelo humorista Chico Freitas, a rádio Tô na Mídia é febre na web por revelar bandas de todos os gêneros no mercado mundial 24h por dia. A interatividade é uma das principais características dessa rádio que preza pela a eficiência e qualidade que o público internauta exige, agora voltado à cultura popular.

SERVIÇO:
Programa Mix Cultural - o melhor do popular regional
Apresentação: Daniella Almeida
Horário: segunda a sexta-feira das 11h às 12h
Acesso: Rádio Tô Na Mídia
E-mail: mixecultural@gmail.com
Blog da jornalista Daniella Almeida

13 de setembro de 2009

Ainda temos heróis? E anti-heróis?


Escrever é um comprometer eterno de palavras com idéias. - H.J.

Criei este "pensamento" antes de publicar este post. Não seria tão difícil escrever, se não tivéssemos que elaborar essa sutil sintonia entre o que se pensa e da forma que se deseja expressar; ou pelo menos tornar-se compreendido. Conforme for o tema, é uma tarefa mais que complexa.

No entanto, queria apenas registrar reflexões influenciadas por uma manchete que chamou-me atenção:




Talvez sempre cultivamos a existência de um herói, a começar pela figura do pai, de um irmão, um amigo. Posteriormente, elegemos líder de alguma revolução, de alguma causa nobre ou até mesmo um famoso gângster. Também trazemos para nosso mundo, a figura do anti-herói.


A maioria dos heróis (pelo menos os institucionalizados!) já não habita nossa troposfera; alguns morreram de overdose. E quem disse também que não perdemos anti-heróis? A manchete abaixo justifica isso. Rubinho, batizado anti-herói pelo colunista José Simão, está abandonando seu posto (será???):


28 de agosto de 2009

Proteste! Anule! Renove!


Creio que muitos já assistiram a vídeos produzidos pela equipe do Luciano Pires, cuja estrela é uma eguinha (para alguns burro, burrinho) que parodicamente é o porta-voz de todo brasileiro inconformado com o descaso, com a falta de ética e a falta de muitos outros valores essenciais.

Luciano nos presenteia com mais uma de suas criações, surgindo a Melô do Sarney, que sintetiza muito a indignação com o atual cenário político.

Antes, um convite para protestar:



Leia o artigo sobre a criação da Melô do Sarney, participe do fórum e acompanhe a letra em Luciano Pires.




Mobilização geral! Protesto urgente!

Acatando a sugestão do Luciano Pires, acredito que uma providência que todos deveriam tomar seria a negação, a anulação, um dizer firme de BASTA!

Não é culpa de ninguém que Sarney deixou de ter uma "biografia" para assumir sua "biografeia". Há tempos ele já entrara para a Academia Brasileira de "Tretas".


CHEGA DE ANESTESIA!
CHEGA DE BIGODUDOS!

Se não é o Sarney que não pode pagar por todo o passivo de corrupção da casa (da mãe Joana), muito menos não serão aqueles que fazem o Brasil acontecer: os brasileiros profissionais, que não vivem de propinas, mensalões e de "atos secretos".


Parabéns, Luciano, por mais este criativo e instigante trabalho!


Gracias também a
Macaco Simon, por suas doses diárias de protesto, por sua colaboração fiel ao Fora Sarney!

Os agradecimentos também pelas palavras de inconformismo do jornalista Assis Ângelo em "
Que Vergonha!".


Mobilização já!

23 de agosto de 2009

Dos 40 anos de Woodstock


É sempre bom quando eventos nos surpreendem. Ainda mais quando ocorrem em dose dupla!
A razão da minha afirmação é pelo motivo de ter recebido especial convite para conhecer a simpática cidade de Embu das Artes, que fez lembrar-me muito São Thomé das Letras. Também possui semelhança com Sousas e Joaquim Egídio, pelo aspecto de suas ruas e casas, pelo sua notável feira de artesanato.

No mesmo dia, 22 de agosto, estava programado para acontecer um interessante evento na cidade (nem sabia!), em comemoração aos 40 anos do acontecimento do Festival de Woodstock e também das 4 décadas de existência da feira de artesanato local.


Não sei ainda dizer o que mais me agradou do evento Hippie Fest, se foi ouvir belas interpretações de Janis Joplin, CCR, Santana, Scott McKenzie, Hendrix, Joe Cocker... ou se foi pela companhia. Confesso que foi a fusão de tudo que tornou o momento especial. Tks my true Janis! ;-)

San Francisco
Scott McKenzie
Composição: John Phillips

If you're going to San Francisco
Be sure to wear some flowers in your hair
If you're going to San Francisco
You're gonna meet some gentle people there

For those who come to San Francisco
Summertime will be a love-in there
In the streets of San Francisco
Gentle people with flowers in their hair

All across the nation such a strange vibration
People in motion
There's a whole generation with a new explanation
People in motion people in motion

For those who come to San Francisco
Be sure to wear some flowers in your hair
If you come to San Francisco
Summertime will be a love-in there

If you come to San Francisco
Summertime will be a love-in there

Apenas lamento não ter ficado até o final do evento para conferir Krucis executar Ravi Shankar e o encerramento, com 14 Bis. Mas valeu por tudo. Cada momento foi único. Embu das Artes entra, desta forma, para a lista de locais que voltarei a visitar e faço questão de recomendar.

O evento foi apresentado por Kid Vinil. Não tive a chance de perguntar quando ele ia gravar CD. Fico devendo a resposta para tua pergunta, Zeca! (risos).


Fontes: Prefeitura de Embu das Artes e poeira Blog, da revista poeira Zine

6 de agosto de 2009

Minha mãe é uma ciência


Utilizei uma expressão comumente empregada pelo amigo Varneci, para sintetizar as qualidades de minha querida mãe, que certo dia sentiu vontade de declamar via comunicador instantâneo. Ficou assim:

“Desperta a veia poética
Vem reanimar teu dono
Por ti já tenho passado
Diversas noites de sono
Pretendo um dia morrer
E te deixar no abandono

O mundo é um drama trágico
O Homem um ser perseguido
A vida um barco cansado
O tempo um rei prevenido
Com o tempo o tempo desanda
E dá o seu prometido!

Oh, Deus grande e protetor!
Rei dos reis e Pai dos pais
Protegei Hellaydo Jean
Aquele humilde rapaz
Livre-o dos inimigos
Que atrás do homem é demais!”

[Maria C. Miranda Santos]

"Mamãe você me deixou
Por demais emocionado
Quero só mesmo entender
Apenas um verso citado
"Me deixar" ou "a me deixar"
Sozinho e abandonado?

Sábia educação me deu
Mais que qualquer escola
Muito do que sou hoje
Digo em versos de viola
Não teria encontrado
Nem com ouro na sacola"

[Hellaydo Jean]

"Querido e amando filho
Te deixar jamais pensei
E saibas que também
Jamais t
e abandonarei"


[Maria C. Miranda Santos]

1 de agosto de 2009

Conversando nos bastidores


"Cambada de incompetentes!
Não venderam tudo ainda?
O estoque dessas vacinas
Que restou da gripe aviária?
Coloquem medo, vendam tudo!
Máscaras, Tamiflu, álcool em gel
Digam: a situação é precária
Essa gripe é mesmo muito cruel
Bem pior que todas juntas
Risco certo em qualquer área"


[Hellaydo Jean]



EXTRA! EXTRA!
Autoridades da medicina registram o primeiro caso de gripe suína na cidade de Guaxupé, sudoeste do estado de Minas Gerais. O paciente se recuperou bem mas ficou com pequena sequela.


PANDEMIA DE ESTUPIDEZ - O MORTÔMETRO

48. 49. 50. 51. 52 mortos pela gripe suína. E aumentando! Tá chegando a minha hora...
Cada morte numa cidade diferente dá uma nova manchete. Como o Brasil tem algo em torno de 5 mil municípios temos aí um potencial gigantesco para ocupar os jornais, rádios e televisões com o alerta: "Mulher morre de gripe suína em Carapicuíba". "Primeira morte por gripe suína em Conceição do Guararapes". "Homem morre em Cururu da Serra com suspeita de gripe suína". É uma espécie de mortômetro, um contador mórbido que a imprensa está utilizando para... para... pra quê hein?

Cerca de dez dias atrás eu estava no auge de uma gripe normal, com tosse e dores no corpo. Sentei na recepção de uma rádio onde daria uma
entrevista e fiquei curtindo minha gripe. Um espirro ali. Uma tossida aqui. Até que repentinamente a recepcionista se levanta, cruza a saleta e abre acintosamente as janelas, como que dizendo: "Sai daqui seu infectado!". Me senti parte da minoria oprimida, sabe como é? Eu devia ter ligado pro Lula.

Alguns dias depois embarquei para o Chile para palestrar num grande evento com cerca de 1.000 pessoas na platéia. Olha só: saindo de uma gripe e entrando no meio de uma aglomeração, no segundo país mais infectado pela gripe suína na América do Sul. Suicídio, né?
Pois sabe o que vi no aeroporto, nos shopping centers e nos hotéis do Chile? Nada. Ninguém usando máscaras, ninguém distribuindo cartazes, nenhum mortômetro na televisão. Nada. Néris de pitibiribas.

Quando desembarquei em São Paulo fui recebido por agentes da Polícia Federal com máscaras azuis. Só faltou a luva de borracha e o álcool para desinfetar. Um horror.

E então leio a manchete da Folha de São Paulo no domingo: "Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses".

Que loucura é essa hein? E o índice de mortalidade é sempre o mesmo: entre 0,7% e 0,8%. Igual ao de uma gripe normal. Mas... no México o índice é 1,03%. Nos Estados Unidos, 0,57%. Na Inglaterra, 0,14%. Na União Européia, 0,12%. Técnicos afirmam que a divergência se dá pela dificuldade de medir e pelos diferentes critérios utilizados. Em outras palavras: ninguém sabe nada.

E quando ninguém sabe nada a especulação aparece. E nesse ambiente vamos escolher sempre a tragédia. As ameaças de extermínio da Humanidade
são ótimas para vender jornal, e sempre serão tratadas como algo distante. Mas quando a praga ataca meu vizinho e o vizinho do meu vizinho,
vixe!!!
Apelos emocionais são irresistíveis.
Então o apresentador do telejornal mostra o hospital superlotado de gente procurando tratamento contra a gripe suína. E entrevista o
infectologista que implora para que as pessoas só se dirijam aos hospitais se estiverem com todos os sintomas. E em seguida o mesmo apresentador volta com o mortômetro: 53... 54... 55. Tá chegando em você, CORRA PRO HOSPITAL!

Olha aqui: tem uma gripe nova por aí , sim senhor. Ela precisa de cuidados básicos ou pode matar, sim senhor. Mas ela mata tanto quanto uma gripe normal. E menos que dezenas de outras doenças com as quais convivemos normalmente, mas que não tem um mortômetro na televisão.

É o mortômetro que cria o pânico. É o mortômetro que manda os ignorantes para os hospitais. É o mortômetro que vende jornal.

A pandemia que enfrentamos é de estupidez.

[Luciano Pires]

Ouça "A Gripe Suína" no podcast Café Brasil


PANDEMIA DE LUCRO

Que interesses econômicos se movem por detrás da gripe suína???

No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vitimas da Malária que se podia prevenir com um simples mosquiteiro.

Os noticiários, disto nada falam!

No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarréia que se poderia evitar com um simples soro.

Os noticiários disto nada falam!

Sarampo, pneumonia e enfermidades curáveis com vacinas baratas, provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano.

Os noticiários disto nada falam!

Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves…
os noticiários mundiais inundaram-se de notícias…

Uma epidemia, a mais perigosa de todas…Uma Pandemia!
Só se falava da terrível enfermidade das aves.

Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10 anos…25 mortos por ano.

A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra 25.

Um momento, um momento. Então, por que se armou tanto escândalo com a gripe das aves?

Porque atrás desses frangos havia um “galo”, um galo de crista grande.

A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflú vendeu milhões de doses aos países asiáticos.

Ainda que o Tamiflú seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população.

Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro.

Antes com os frangos e agora com os porcos. Sim, agora começou a psicose da gripe suína. E todos os noticiários do mundo só falam disso…

Já não se fala da crise econômica nem dos torturados em Guantánamo…
Só a gripe suína, a gripe dos porcos…

E eu pergunto-me: se atrás dos frangos havia um “galo”… atrás dos porcos… não haverá um “grande porco”?

A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflú. O principal accionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, secretario da defesa de George Bush, artífice da guerra contra Iraque…

As indústrias farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso Tamiflú.

A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde.
Não nego as necessárias medidas de precaução que estão a ser tomadas pelos países.

Mas se a gripe suína é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação, se a Organização Mundial de Saúde se preocupa tanto com esta enfermidade, por que não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza a fabricação de medicamentos genéricos para combatê-la?

Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos genéricos gratuitos a todos os países, especialmente os pobres. Essa seria a melhor solução.

[Recebido por e-mail, sem citação autoral, sem pesquisa de veracidade dos dados informados]

FIQUE À VONTADE PARA DIVULGAR ESTA MENSAGEM, NA FORMA DE VACINA, PARA QUE MAIS PESSOAS CONHEÇAM OUTRA ABORDAGEM DESTA “PANDEMIA”. OU NO MÍNIMO PARA QUE POSSA INICIAR ALGUMA REFLEXÃO ANTES DE APAVORAR-SE.


PANDEMIAS GENERALIZADAS

30 de julho de 2009

2ª Caravana do Cordel


Para quem gosta de Cordel

De música e de boa amizade
Não poderá jamais perder
Este evento de qualidade
Que sábado vai acontecer
Em bairro de nossa cidade

O endereço vou logo divulgar
Número 1.239 da rua Augusta
Próximo ao metrô Consolação
Nem queira saber quanto custa
Será valor bem menor do que
Show do Funk Como Le Gusta

Pois o que eu digo agora
É que não haverá preço
Para participar do evento
No supracitado endereço
Venha, não te esqueças de
Vir virar cordéis do avesso

[Hellaydo Jean]


Caravana reúne o melhor da poesia popular de São Paulo

“É um mundo de cordel para todo o mundo!”


A Caravana do Cordel, projeto coletivo, construído por poetas populares nordestinos radicados em São Paulo, estreou com o pé direito. No segundo encontro, marcado para o dia 1º de agosto, a Caravana terá uma série de atividades, todas elas voltadas para o fortalecimento e valorização da cultura nordestina.

O evento, desta vez, além da exposição e venda de cordéis, livros e CDs, prestará uma justa homenagem a dois ícones nordestinos: Luiz Gonzaga e Raul Seixas, nos 20 anos de morte completados em agosto.


Na mesma ocasião serão lançados mais três folhetos de cordel: As Aventuras do Menino Jesus, de Benedita Delazzari, Chicó, o Menino das Cem Mentiras, de Pedro Monteiro (Luzeiro) e A Chegada de Michael Jackson no Portão Celestial, de João Gomes de Sá e Klévisson Viana (Tupynanquim).


Presenças confirmadas de Varneci Nascimento, Cleusa Santo, Nando Poeta, Sebastião Marinho, Costa Senna & Grupo Universos, Marco Haurélio, Cacá Lopes, Jocélio Amaro, Toninho de Olinda, Moreira de Acopiara, Evânio Matos, Luiz Wilson, Cícero Pedro de Assis e outros nomes da poesia popular escrita e cantada.

INFORMAÇÕES
LOCAL: ESPAÇO CINECLUBISTA

ENDEREÇO: RUA AUGUSTA, 1.239 - CENTRO – (METRÔ CONSOLAÇÃO)
DATA E HORA: 01/08/2009 (sábado), às 19:00h
ENTRADA: FRANCA

25 de julho de 2009

Por uma espécie humana menos "pocotizada"


Tive o imenso prazer de conhecer pessoalmente Luciano Pires, por ocasião do lançamento do seu livro "Nóis que invertemo as coisa", na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos.


Luciano Pires iniciou, em 2003, verdadeira campanha de "despocotização" do Brasil. Felizmente o seu trabalho tem conseguido significativo alcance, através de seus livros, da Internet e do rádio.

A palestra do Luciano foi montada no formato de seu programa semanal Rádio Café Brasil, que foi muito interessante conferir ao vivo. Até o clássico microfone vermelho estava lá! Os escritores Minás Kuyumjian Neto e André Camargo também estavam presentes e enriqueceram ainda mais o evento, promovendo seus livros, os primeiros a serem lançados sob o selo Café Brasil Editorial, que fazem parte da série Iscas Intelectuais.

Para conhecer mais sobre os trabalhos que Luciano Pires desenvolve, acesse o portal desta contundente e bem-humorada pessoa.

Recentemente senti-me honrado por Luciano ter lido meus comentários no programa Café Brasil, em Fala, sobre tema anterior (Língua Viva).

21 de julho de 2009

São Paulo de todos os cantos e versos


Domingo divertido em Sampa
Visita ao Mercado Municipal
O encontro com bons amigos
É sempre o motivo principal
Comer sanduba de mortadela
E saboroso pastel de bacalhau!

[Hellaydo Jean]


Amei nosso passeio e...
Com o coração cheio
Não deixaria de escrever
Aos meus amigos
Sobre minhas impressões
Que este domingo fez nascer


Nosso especial passeio
Me fez muito aprender
Quero logo e anseio
Por outro roteiro do saber

Como bem disse meu amigo Jean
Nosso passeio foi muito importante
Pois nos fez abrir os olhos
Para esta cidade exuberante
Conhecendo frutas exóticas
Experimentando sabores profundos
Municipal é muito mais que mercado
É um pedaço do mundo!



Visitar a Catedral da Sé
São Bento e Pátio do Colégio
Conhecer a índia Bartira
Catequizada por Anchieta
Foi um raro privilégio!


Estação e Parque da Luz

Na praça boa moda de viola
Quem presta atenção vê
Como os animais vivem
Bem melhor fora da gaiola


Ao final um maravilhoso café
Não tinha açúcar, só alegria
Digo a vocês, meus bons amigos
Agradeço demais pela companhia
Meu domingo foi sinceramente
De extrema e infinita magia!

[Valéria Valvano]


Muito bem, poetisa Val!
Assim mostras que és
Uma escritora especial

Sempre escreva cada vez mais
Tens inspiração até demais
Alegria sempre traz
Aos teus amigos
Leais

No mundo dos versos e rimas
Solte as asas da imaginação
Entre no belo jogo das letras
Não pergunte que horas são
Quando sentir plena vontade
Deixa que fale o teu coração

Tua amizade é um presente
E eu te juro que sem ela
Ficaria até doente

[Hellaydo Jean]


Com tanta rima brotando assim
Eu nem sei o que fazer
Se tentar imitar a poetada
Ou botar tudo a perder

O fato é que esse passeio
Nos faz reconhecer
Que sem amigos nesse mundo
Só o diabo para nos socorrer

Ai meu Deus que conjecturas
Essa vida me leva a ter
Se ficar no bem-bolado
Ou dançar anarriê

[Adoniran e Luzia]


Como todos participaram
Agora me resta escrever
Por que não concordar
Já que tem tudo a ver

São Paulo terra da garoa
Com muitos lugares pra conhecer
De gente bonita e boa
E muita coisa boa pra comer

Que maravilha estes amigos
Que meus dias faz acontecer
Com muita cultura e sabedoria
Juntos muitos passeios a fazer

[Silvio Donizetti]


Silvio my dear friend
You talk about many things
You talked about São Paulo's mist
and places we must go to eat

One thing you forgot to mention
is the ubiquitous flanelinha
That exist only in São Paulo
and perhaps in Brasilinha

[Adoniran Miranda]


Agora chegou minha vez
De este diálogo ampliar
Amigos, permitam-me, assim
Minhas impressões estampar...

Julho haverá de ser pouco
Para toda São Paulo conhecer
Mas seus gestos e rostos brilhantes
Eu nunca haverei de esquecer

São Paulo é um mundo de formas,
Paisagens de encantos mil
Senti-me por vezes tomado...
Quão diverso é o nosso Brasil!

Bom mesmo foi ter construído
À medida de cada passo
Nos rincões de uma selva de pedras
Os amigos que agora abraço.

Recíproca é essa partilha
De amigos a São Paulo celebrar
Espero retribuir cada gesto
Em terras de Belém do Pará

[Edinaldo Gomes dos Santos]


Acompanhando as manifestações de meus (novos) amigos sobre o domingo que passamos juntos em Sampa, senti vontade de também escrever algo.

Mas aí pensei: não saberia escrever em prosa e verso, já que me foi dado apenas o dom da oratória, alcançado com anos e anos de magistério, e o da escrita formal, conseguido à custa de muitos Laudos, Relatórios e afins. Mas resolvi escrever assim mesmo, sem rimas, sobre as emoções vividas nesse dia (e foram muitas).

Prá começar, gostaria de falar de Sampa (na maior intimidade, como se paulistana fosse), mas aí lembrei: sobre essa mega cidade, plagiando Chico, já foi tudo dito e redito por poetas, escritores e toda uma gama de gente importante; quem sou eu, uma simples turista do Norte, prá ainda ter algo a dizer sobre ela?

Mas eu sou teimosa, resolvi escrever assim mesmo, e prá começar, transmito minha surpresa com a revelação de uma Sampa até então desconhecida prá mim, que aguçou meus sentidos com suas cores, cheiros, sons e sabores. Ahhh os cheiros e sabores do Mercado Municipal: cereja, jaboticaba, queijo, bacalhau, mortadela e uma infinidade de frutas de nome absolutamente desconhecidos prá mim. Huummm!!!! Irresistíveis!!!!

E as cores? O verde de todos os matizes do Parque do Ibirapuera e Parque da Luz, a profusão de cores do jardim japonês, da Catedral da Sé, da Estação da Luz e tantos outros.

O som melódico do cântico gregoriano no Mosteiro de São Bento parece nos conectar direto com o Pai, e a moda de viola dos repentistas no Parque da Luz reúne nortista e nordestinos, chorando a saudade da terra natal.

Tudo isso já seria uma dádiva ter experimentado, não fosse o mais importante: a companhia dos amigos. Edinaldo, meu colega/amigo há vários anos, Jean, essa pessoa doce que finalmente conheci ao vivo e a cores, o casal adorável, Lu e Iran, o casal simpaticíssimo, Val e Silvio, além dos caras “do bem”, Bruno e Fernando. Todos me acolheram com carinho, como se já fizesse parte do grupo. E sob um frio de quase 14 graus, senti o coração aquecido.

Foi uma experiência tão gratificante, que decidi repetir. Não sei quando, mas eu volto! E na falta do Ita, me resta “pegar um TAM no Norte e ir prá Sampa”....

E repetir...cheiros e cores

amigos do peito
sons e sabores

E de bem com a vida,
coração aquecido,
dessa vez, adiar a partida.

Ei, não é que a rima saiu?
Ah, foi por acaso, viu?

[Gladys Vasconcelos]


"Peguei um ita no Norte
Pra vir pro Rio morar,
Adeus, meu pai, minha mãe
Adeus, Belém do Pará

Mamãe me deu uns conselhos
Na hora de eu embarcar
Meu filho, ande direito
Que é pra Deus lhe ajudar

Peguei uns troços que eu tinha
O resto dei pra guardar
Talvez eu volte pro ano
Talvez eu fique por lá

laiá, laiá, adeus Belém do Pará

Tou há bem tempo no Rio
Nunca mais voltei por lá
De um mês inteiro a dez anos
Adeus Belém do Pará"

[Dorival Caymmi - Peguei um ita no Norte]


16 de julho de 2009

As fortunas invisíveis


Você pode ser milionário e nem sabe disso. Leia a matéria a seguir, publicada no jornal Metro, edição do dia 15/07/2009:


5 de julho de 2009

O excêntrico, complexo e fabuloso Michael


Antes do "showneral", publico este artigo que fiz à prestação.
Não foi porque quis evitar congestionamento deste blog que deixei para escrever este post tardiamente, pois é sabido que Michael Jackson morreu e quase levou consigo a Internet. Quer dizer, não chegou a tanto, mas é fato que alguns serviços da Internet deixaram de funcionar ou apresentaram lentidão por conta de tantas solicitações dos usuários.

Há alguns dias, bem antes da notícia da morte do rei do pop, eu acompanhava o meu cunhado, que estava se preparando para sofrer uma operação cirúrgica, no Beneficência Portuguesa. Como prova de que tudo é um ciclo, momentos antes de receber a notícia de que a cirurgia de revascularização miocárdica do meu cunhado fora um sucesso, ouvia na TV notícias sobre a parada cardíaca do Michael.


Sinceramente não poderia deixar de escrever algo para lembrar a partida de uma grande estrela. Há quem diga que era melhor dançarino que cantor; outros afirmam que cantava mais que dançava e há quem diga que desempenhava bem as duas habilidades. Critérios à parte, o fato é que, se compararmos a outros grandes nomes como Frank Sinatra, Elvis Presley e o beatle John Lennon, Michael Jackson compunha, cantava e dançava bem. Isso o coloca em outro patamar. Não podemos deixar de reconhecer sua influência e tamanha contribuição, não apenas na música e dança, mas também na moda e produção de videoclipes. Neste último, segundo autoridades no assunto, o mercado de clipes musicais divide-se antes e depois do Michael Jackson.


"Obrigado Michael Jackson
Fostes autêntico e capaz
As aflições desta vida
Não te pertencem mais
Estarás para sempre vivo
Na mente de nós, mortais"

[Hellaydo Jean]

Falando sobre contato e impressões com a arte do Michael, lembro-me perfeitamente, quando em 1991, assisti ao lançamento do single Black or White, quando estava em visita a Altamira, PA, na casa dos meus primos. Todos estavam atentos ao noticiário de variedades "Jantástico", que passou o esperado clipe musical ao final do programa. Já em terras mineiras (Guaxupé), tive a oportunidade de fazer parte do grupo que fez a coreografia de Thriller, por ocasião da noite cultural do Halloween da faculdade. Uma pena que não fizeram registros videográficos deste evento; se fizeram, não tenho conhecimento, senão publicaria no YouTube. Juro que assim o faria! (risos). Nessa experiência, tive a chance de sentir a energia e criatividade empregadas na dança e música do Michael Jackson.



De todas as fases pelas quais passamos, lembramos, depois de um determinado tempo, somente dos bons momentos vividos e compartilhados. Dos maus momentos, das dificuldades, até lembramos mas isso não resgata sentimentos saudosistas. Acredito que seja assim que ocorre quando alguém deixa de viver. Creio que seja assim que irá acontecer com o entitulado "rei do pop". Suas manias e esquisitices irão apenas reforçar a figura de um mito, de um herói. Herói talvez pelo simples fato de ser polêmico, de ser autêntico.

Vimos que sua imagem como monstro pedófilo foi até mesmo desfeita, pois agora divulgam que algumas acusações foram infundadas e de interessses financeiros. Enfim, a própria morte devolveu ao Michael, sua condição de humano, exageradamente humano.



(...)
"Michael Jackson lá no céu
Chegou bastante apressado,
Dizendo para São Pedro:
- Estou demais atrasado
Eu quero até me esconder
Porque não pude fazer
O que tinha programado!

Tinha uma agenda de shows

Com lotação esgotada,
Para pagar uma dívida
Há muito tempo atrasada,
Mas eu confesso, não sei,
Porque logo me livrei
Daquela vida agitada!"

(...)

[João Gomes de Sá e Klévisson Viana in A Chegada de Michael Jackson no portão celestial]


"Bem sei que quem te matou
Não foi mesmo a tal morfina
Muito menos os analgésicos
Mistérios que não se ensina
Foi por causa do stress
Dos shows em terra londrina"

[Hellaydo Jean]


"Negro da luz que desbota branco

Tanto talento tormento tanto
Tanta afronta de pouca monta.

Eia! virtudes em farta ceia
Todo encanto que pode o canto
Toda fiança que adoça a dança.

Que deus nos furta vida tão curta?
Mundo lamenta: ele mal cinquenta!
A ninguém ilude essa bruxa rude.
Paroxismo desse Narciso
Que achou desgosto no próprio rosto
E apedrejou-se com faca e foice."
(...)

[Tom Zé em Amado Michael]

Capa do álbum que traz o single "They Don't Care About Us", de 1996, produzido por Spike Lee no Brasil, filmado no Rio de Janeiro e em Salvador.


Links selecionados:

A Caravana do Cordel atravessou meu coração


"Corra não pare, não pense demais
Repare essas velas no cais
Que a vida é cigana
É caravana
É pedra de gelo ao sol
Degelou teus olhos tão sós
Num mar de água clara"

[Geraldo Azevedo in "Caravana"]


Fiquei muito feliz por participar do evento de ontem à noite, na Augusta, 1.239. Fiquei infeliz pelos que não puderam ir.

Talvez nunca havia andado pela Augusta à pé... é que a achei um pouco escura, principalmente no lado ímpar. Mas pensei que poderia ser o Kassab sendo ecologicamente correto ou querendo poupar o dinheiro público. Mas apesar de sinistro, acho que o excesso de sombras colabora para tornar enigmática a rua Augusta... e por falar nela, a seguir uma homenagem às três mulheres mais famosas de Sampa: Augusta, Angélica e Consolação, com suas próprias características e sentidos.

Ah! Antes disso, gostaria de divulgar os versos que criei para minha apresentação para novos amigos do meio cordelista. Para poupar maiores explicações da minha personalidade eclética, criei algo assim:


"Não sou poeta cantador
Muito menos repentista
Sou apenas divulgador
Da cultura cordelista"



Augusta, Angélica e Consolação

[Tom Zé]

Augusta, graças a deus,
Graças a deus,
Entre você e a angélica
Eu encontrei a consolação
Que veio olhar por mim
E me deu a mão.
Augusta, que saudade,
Você era vaidosa,
Que saudade,
E gastava o meu dinheiro,
Que saudade,
Com roupas importadas
E outras bobagens.
Angélica, que maldade,
Você sempre me deu bolo,
Que maldade,
E até andava com a roupa,
Que maldade,
Cheirando a consultório médico,
Angélica.
Augusta, graças a deus,
Entre você e a angélica
Eu encontrei a consolação
Que veio olhar por mim
E me deu a mão.
Quando eu vi
Que o largo dos aflitos
Não era bastante largo
Pra caber minha aflição,
Eu fui morar na estação da luz,
Porque estava tudo escuro
Dentro do meu coração.


[Fonte: Terra Letras]


Que a paz e o amor estejam no coração de quem termina de ler esta postagem.


Até breve!



Hellaydo Jean
Follow me: @hellaydo

3 de julho de 2009

Simplesmente revoltante


RIDÍCULO! ABSURDO! UMA VERGONHA!

Não é porque o Brasil foi "inaugurado" como colônia de exploração que necessita ser explorado até os dias atuais.

A população, as instituições corporativas e não governamentais dão bom exemplo e fazem sua parte, enquanto as instituições governamentais afloram um novo escândalo a cada semana. Enternamente patinam.

Se você não está envolvido em algum "ato secreto", leia a matéria a seguir e revolte-se:

17 de junho de 2009

Vivíssima Língua


Hellaydo Jean disse:

Vernacularmente incrível este novo post, prezado Luciano. Parabéns!

Como pode, hein…? A alguns é dada tamanha capacidade de se expressar pelas palavras e a outros não? Peraí… eu falei “é dada?” Ou seria “é conquistada”?

Como quem anda ou sorri, eu distribuo um poema do Paulo Leminski, coerente com nossa bela língua (também culta; e inculta):

O assassino era o escriba

Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida,
regular como um paradigma da 1ª conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conectivos e agentes da passiva, o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.”

Saiba sobre qual post eu comentei em Língua Viva.
Origem da imagem utilizada: http://kmn.zip.net/index.html